Stephen King e Haruki Murakami ensinam a viver escrita

S. KING E H. MURAKAMI BANNER (1)

Todo profissional em qualquer área procura uma referência que o ajude a crescer ainda mais. Assistimos palestras do TED’s, lemos e vemos entrevistas e, de alguma maneira, aquilo acrescenta mais em nossas vidas. Aconselho a procura individual de cada um para ser alguém frutífero em sua área de atuação.

Eu sou escritora de crônicas a muitos anos e me arrisquei na ficção durante a faculdade de Letras. Criei dois livros infantis, um deles em português e o outro em inglês. Não os publiquei em uma editora, mas serviu para o princípio dessas minhas criações. Depois desse período, finalizei um livro de não-ficção publicado na Amazon, depois comecei na tentativa de uma ficção para jovens adultos ainda em processo.

Às vezes nos falta um conselho, pelo menos na área da escrita. E também pessoas confiáveis que nos impulsione e não nos jogue na lata do lixo como o papel que amassamos e marcamos “three points”. Na falta de conselheiros, sucumbimos. O meio que consegui bons conselhos foi por meio de livros de escritores best-sellers de ficção, e esses dois escritores, Stephen King e Haruki Murakami, são os que mais me fizeram crescer.

Em Sobre a Escrita, Stephen King conta suas experiências como escritor e dá dicas para outros escritores como um amigo que te convida para tomar um café na cafeteria. Embora a categoria Terror e Suspense do escritor não me interesse quase nada, o livro de ensaios do escritor é uma sala de aula. Claro, passamos a peneira nas ideias, e para mim, com certeza, me trouxe muitos conteúdos de excelência dignos de serem pendurados no meu painel de notas, como “Evite a voz passiva”, “o advérbio não é seu amigo”, entre outras pérolas excelentes para manter o frescor da narrativa. Ele traz muitas experiências pessoais resultantes na riqueza dos seus muito livros, sendo um dos escritores com mais adaptações para o cinema até então. Os processos de criatividade de King me fez ver o quão ele é escolhido (não “O Escolhido” – o livro adaptado para o cinema por Stanley Kubrick) para tal função e os tamanhos perrengues que podemos ter e vencer.

Já o livro Romancista por vocação de Haruki Murakami me mostrou que o escritor não é um grande mago, profeta, PHD de qualquer coisa. Antes mesmo, o escritor tem um chamado sobrenatural (e ele poderia dizer que Deus o chamou para isso) no período em que ele e sua esposa tinham uma cafeteria no Japão e mergulhavam no Jazz. Bom, parafraseando Murakami, qualquer um pode ser escritor; e, que não era uma profissão de disputa e inveja (visão minha). Acredito na sua visão nipônica cultural, onde as pessoas lutam por suas áreas de atuação e não tem do que ter inveja do outro. Se eu falo que sou escritora no Brasil, com certeza me chamam de soberba. E muito ruim não cavar seu próprio poço quando se olha a água do poço do vizinho ao lado.

Cutucada para esta geração à parte, olho com muito bons olhos a tarefa da escrita, de que eu preciso de talento, unção (capacitação) e transpiração. Que a escrita não é uma sopa de letrinhas que jogo para o alto e o que caiu, caiu. É a arte de convencer a ser feliz.

REDATORA

Vandressa Holanda Gefali

Redação

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