c.s. lewis - cátedra, ficcionista e cristão

C.S. LEWIS - BANNER (2)

Não sou de impregnar em um escritor e dizer que ele é meu ídolo, e muito menos que pretendo ser como ou seu um novo modelo na terra dos viventes. Creio que a cada um Deus criou de forma e conteúdo diferentes, por mais que em nosso grupo todos sejam escritores. Cada talento é diferente do outro, mas da mesma maneira nesse jogo de futebol, os atacantes são distintos e todo mundo os identifica.

Porém digo, no momento que se lê um autor, certa parte de seu D.N.A. penetra nos olhos e faz impulsionar o novo escritor. É a esponja que suga seu detergente, e faz limpar as ideias de muita gente. Não queria rimar, mas é assim que vai ficar.

C.S. Lewis era um irlandês que foi estudar em Londres e era um professor de literatura, e nesse meio, cátedras são cátedras. Conservam o que sabem, e o que há de novo, logo se expurga. Não, na nossa época não temos isso. Ele era ateu, até que caiu do cavalo, e como Paulo, encontrou a Luz, e nunca mais foi o mesmo. Então, tornou-se cristão, e como todo bom leitor, e podemos ver em muitas de suas escritas, a intertextualidade bíblica. Em “As Crônicas de Nárnia – O Sobrinho do Mago”, li um trecho que deixou meus braços arrepiados e meu coração maravilhado. Aslam, que é uma palavra turca que significa “leão”, é a analogia de Jesus em Apocalipse, o “Leão da tribo de Judá”, e esse “leão” é o criador de Nárnia. E a maneira como a criou é mais surpreendente ainda: Ele fez um “cântico novo”, e tudo o que havia naquela nova terra foi gerado naquela canção. Pode ser que Deus tenha criado céus e terras como um cântico, como quem cozinha e cantarola de alegria. Talvez Lewis tivesse assim pensado, e creio que ele acertou.

Certa vez vi um pastor brasileiro com descendência japonesa, que aqui no Brasil o chamam de japonês, e no Japão o chamam de brasileiro. Fica confuso, mas só para os outros, porque para aquele pastor, ele é nipo-brasileiro e cidadão dos céus. E basta. Para C. S. Lewis, ser cátedra confundia com o ser ficcionista e ser cristão, e uma coisa nada encaixável, pode se tornar algo tão maravilhoso assim. Ele foi o que ele quis ser. Foi o que Deus o permitiu ser na terra. Se uma coisa barafundava com outra na terra, todas elas esse escritor fez muito bem.

Lewis abundou nessa tríade profissional, e por mais que os homens sempre gritem, podemos ser tudo naquele que nos criou. Quando li sobre o escritor no livro “A Vida de C.S.Lewis – Do Ateísmo às Terras de Nárnia” de Alister Mcgrath há o tripé – Acadêmico, Ficcionista, Cristão – um páreo duro para três que se digladiam. 

REDATORA

Vandressa Holanda Gefali

Redação

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