Beatles geracionais

A banda de rock mais influente de todos os tempo teve sua carreira viva entre os anos 60 e continuam vivos até hoje. O motivo dessa perduração também é o passar do bastão entre as gerações.

Cada pessoa teve seu início com Beatles curtindo suas músicas ou não. Minha primeira vez fundamental foi no filme de 1986 Curtindo a Vida Adoidado onde o jovem Ferris (Matthew Broderick) cabula a aula na escola e sai para a farra com a namorada e o amigo medroso. Na cena hilária o rapaz dubla Twist and Shout dos Beatles em cima de um trio elétrico num desfile de uma grande avenida. Essa música é uma das que mais grudam dos Beatles, então enjoei rapidamente. Ainda não tinha dado a devido importância ao grupo.

Titio Didi ensinou sem ensinar

Contudo, na adolescência e por influência dos meus irmãos mais velhos, acabei caindo no canto do garoto de Liverpool. A questão da influência geracional no meu caso veio do meu tio Didi, que emprestou para minha irmã um álbum que foi fabricado provavelmente no período de seu lançamento. A capa era de papel em camadas e não de um papelão convencional de LP. Esse play se chamava Stg Pepper´s Lonely Hearts Club Band. Minha irmã quase nunca ouviu o álbum, já eu quase aumentei o furo central de tanto ouvir. Era uma obra prima.

Os gêmeos forneceram o vício

Como o vício aumentou, conheci dois gêmeos do bairro que tinham coleções de LP dos Beatles. Era uma sinestesia – cada álbum era como um quadro pintado por um mesmo artista passando por várias fases – Picasso das músicas. Para complementar, na época, extraíram uma gravação não publicada de uma música da banda. Remasterizaram Free as a Bird ao passo que na televisão passava um especial dos Beatles de cinco capítulos ressaltando essas fases tão notórias na curta vida da banda.

Impressões dos álbuns dos Beatles 

The Beatles tiveram a primeira fase do Yeah,yeah,yeah, a Beatlemania, em meados de 1964 enlouquecendo as meninas e lotando teatros e estádios. Era uma fase infantil no tocante ao salto da criança e das primeiras experiências sociais daquela aparência dos integrantes da banda algo novo que surgiu. O cabelo no penteio de pente de lapela, terninhos fechadinhos em cima, já eram uma identidade marketing, assim como Lady Gaga das fantasias do seu início. Assim como os Beatles, ninguém consegue esquecer.

Depois, quase parecia um pedido um Help!  Em uma adolescência rebelde, entorpecente, lançaram Revolver até mergulharem de vez no Yellow Submarine. Entraram nos eixos, claro que não em Stg Pepper´s Lonely Hearts Club Band. Esse foi um dos períodos da busca dos integrantes da banda pela religião Hindu. Não era à toa as cítaras em suas músicas.

Mas como tudo na vida, chega-se à fase adulta. O delírio se vai e as músicas dos Beatles se tornaram como a poeira que baixa daqueles shows lotados de meninas histéricas. Lançam Abbey Road, eles muito mais cabeludos que meu pai nos anos 70.

Era o fim da banda. Terminaram com Let it Be no alto de um prédio com poucas pessoas em detrimento das multidões que os sufocaram de alguma maneira. Depois de anos de trabalho como se fossem décadas. Marcaram a história e suas músicas permanecem entre gerações porque o avô influenciou o pai, e assim o pai os filhos.

Um Beatle não fez tanto verão

Os períodos solo dos integrantes dos Beatles – John Lennon, Paul McCartney, George Harrison e Ringo Starr – por mais que houvessem músicas que fizeram sucesso pós Beatles, na sua maioria não era tão agradáveis a ponto de viciar quando eles estavam juntos. Isso é minha opinião. Eles funcionavam como engrenagem de um transmissor de alta tensão. A eletricidade poderia passar na individualidade mas não dava mais choques tão altos como antes.

 

O documentário nos anos 90

Lembro que tentei assistir todos os episódios do documentário e só não consegui porque era tarde demais sua apresentação. Hoje, depois da minha adolescência, não escuto como eu curtia aos 13 anos em casa. Não mais adquiri aos vícios musicais da banda que foi algo muito divertido, e hoje ainda o é para contar histórias. Eu deixo apenas experiências de vida a próxima geração e só não gosto de vícios. Essas coisas acabam conosco como acabou com a banda. A minha dica é: Aprecie com moderação como num campo de morangos.

REDATORA

Vandressa Holanda Gefali

Redação

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